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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O TRIPLO FILTRO SOCRÁTICO

No capítulo 15 do Evangelho de Mateus é referido que uns escribas e fariseus perguntaram a Jesus porque transgrediam os seus apóstolos a tradição dos anciãos que comiam sem lavar as mãos.

Respondeu-lhes Jesus: Não é o que entra pela boca que contamina; mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. O que sai da boca procede do coração; porque do coração procede aos maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfémias.

A afirmação do nosso Mestre tem um sentido profundo (como em todas as suas mensagens), procuram atingir o mais profundo nosso ser, o nosso Eu profundo, o nosso inconsciente tantas vezes adormecido, e que por isso mesmo, é escravizado pelo nosso Ego, este como sendo um produto das nossas inferioridades morais.

Vem isto a propósito sobre aquela tendência que todos nós temos ou tivemos, nesta ou noutra reencarnação, para os comentário fúteis, e muitas das vezes malévolos, sobre pessoas, sobre nossos irmãos de caminhada espiritual.

E não estou – sublinhe-se – com este comentário, a condenar seja quem for, porque se assim o fosse teria, em primeiro lugar, de colocar-me no topo da “lista de condenações”.

Abordo este tema, pela consciência que tenho, perfeitamente enraizada, do mal que fazemos aos outros e a nós próprios, quando nos deixamos conduzir pelo nosso Ego, pela nossa inferioridade moral, sujeitando-nos a atrasar a nossa evolução espiritual e a criar condições para que o “baixo astral” manipule os nossos pensamentos.

E reflectindo um pouco sobre as consequências que comportamentos dessa natureza podem ter no seio de um grupo de trabalho espírita, não estarei longe de acertar que elas serão desastrosas para todos aqueles que o compõem e que se deixam envolver, por invigilância, com esses comentários.

Deixo aqui para consulta o pensamento de José Herculano Pires sobre este assunto, transcrito no nosso site, cujo link é o seguinte:


E para que possamos refletir, um pouco mais, sobre este tema, abaixo transcrevo o “TRIPLO FILTRO SOCRÁTICO”:

Consta que Sócrates (um dos principais pensadores da Grécia antiga e fundador da filosofia ocidental – 470 AC), famoso pela sua sabedoria e inteligência, num determinado dia, perante uma interpelação de um seu conhecido, respondeu assim:

- Sabes o que me disseram de um teu amigo?

- Espera um pouco - respondeu Sócrates. Antes de me dizeres alguma coisa, queria que passasses por um pequeno exame. Chamo-lhe o exame do triplo filtro.

- Triplo filtro?

- Isso mesmo - continuou Sócrates. Antes de me falares sobre o meu amigo, pode ser um boa ideia filtrares três vezes o que me vais dizer. É por isso que lhe chamo o exame de triplo filtro.

O primeiro filtro é a verdade. Estás bem seguro de que aquilo que me vais dizer é verdade?

- Não - disse o homem. Realmente só ouvi falar sobre isso e ...

- Bem! - disse Sócrates. Então, na realidade, não sabes se é verdadeiro ou falso.

Agora, deixa-me aplicar o segundo filtro, o filtro da bondade. O que me vais dizer sobre o meu amigo, é uma coisa boa?

- Não. Pelo contrário...

- Então, queres dizer-me uma coisa má e que não estás seguro que seja verdadeira. Mas posso ainda ouvir-te, porque falta um filtro, o da utilidade. Vai servir-me para alguma coisa saber aquilo que me vais dizer sobre o meu amigo?

- Não. De verdade, não...

- Bem - concluiu Sócrates. Se o que me queres dizer pode nem sequer ser verdadeiro, nem bom e nem me é útil, para que é que o queria saber?

Usa este triplo filtro cada vez que ouvires comentários sobre algum dos teus amigos, especialmente os mais próximos e mais queridos...

Será que o conselho sábio de Sócrates não terá utilidade para todos nós no relacionamento que mantemos diariamente com os outros, seja em que situação for ?

João Batista

quinta-feira, 30 de julho de 2009

REUNIÕES MEDIÚNICAS

A participação numa reunião mediúnica é um momento alto na vida espiritual de qualquer espírita, porquanto é uma oportunidade maravilhosa para exercitarmos a caridade, ajudando os nossos irmãos desencarnados que estão em estado de desequilíbrio e ignorando a sua situação.

Nessas reuniões, tanto para a educação do médium, como para o desenvolvimento da sua mediunidade, impõe-se que o participante esteja convicto da importância desse momento, onde a elevação de pensamentos seja uma constante.

Muitas vezes, por invigilância do próprio médium, a inobservância de um comportamento adequado à importância da reunião, traduz-se em quebras do ambiente vibratório colectivo, tão prejudiciais para o bom andamento dos trabalhos.

E se é verdade que esse comportamento deve ser observado durante os trabalhos, também não é menos verdade que tal comportamento deve fazer parte da preocupação do participante desde o seu início e até ao fim dos mesmos.

Sucede que nem sempre é assim. Muitas das vezes, assistimos a participantes nos trabalhos, completamente desresponsabilizados do seu papel, assumindo comportamentos totalmente inadequados, que só prejudicam o ambiente mediúnico e o desenvovimneto da sua própria mediunidade.

A este propósito deixamos aqui transcrita uma passagem do livro Técnicas da Mediunidade, de Carlos Torres Pastorino, na pág. 32 – Ambiente da Sessão :

“Então, para o bom funcionamento de uma reunião mediúnica, é indispensável um ambiente bem iontizado positivamente, por pensamentos elevados. A atmosfera assim carregada facilita as comunicações, já que ativa o “campo elétrico-magnético”.

O melhor meio de iontizar o ambiente é manter os acumuladores ligados ao gerador (manter mentes e corações unidos ao Pai) de modo a emitir cationtes, que saturem a atmosfera.
Essa emissão é realizada pelos pensamentos de amor desinteressado e de prece desinteressada, jamais por preces particulares só para si ou para os “seus”, nem com amor só por aquelesque estão em contacto conosco.

Em contrapartida, os ambientes carregados negativamente, com pensamentos de egoísmo, de discussões, de futilidades, de raivas e personalismos, só permitem reuniões fracas, improdutivas e até perturbadas, delas saindo os participantes em estado pior do que entraram: mais enfraquecidos, com órgãos psíquicos e físicos afetados. Se não houver ambiente bem iontizado, é melhor não realizar reuniões. Por isso não deve fazer-se uma sessão de intercâmbio em qualquer lugar, nem sob pretexto de “CARIDADE”. Sim, é caridade dar um copo de leite a um faminto; mas será caridade dá-lo quando estiver estragado ou envenenado?

Como nota final, não será dispiciendo referir, para os menos atentos, que o “BAIXO ASTRAL”, - sempre presente nos trabalhos mediúnicos - contando com a nosso comportamento invigilante, procurará uma oportunidade para criar a instabilidade necessária para impedir a nossa missão.

João Batista


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