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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sobre os passes

«Por que não pensarmos, a despeito dos Espíritos serem os grandes detentores das técnicas, que os nossos conhecimentos e estudos contribuirão eficazmente nos processos de atendimentos fluidoterapêuticos, pois permitirão que o trabalho se realize de forma mais participativa? E afinal, queremos ser médiuns passistas de facto ou simples marionetes nas mãos dos Espíritos? E os Espíritos Superiores, por sua vez, estarão solicitando a nossa participação como meros brinquedos fornecedores de fluidos ou como companheiros efectivos nas actividades fraternas em favor das criaturas necessitadas? Meditemos bem, pois assim como não nos cabe "atrapalhar" os trabalhos dos Espíritos amigos, compete-nos o dever de darmos e fazermos o melhor de nós mesmos, sempre!» In “O Passe Espírita” de Jacob de Melo
«Há energias de diversos aspectos que circulam no Cosmos, alimentando a vida de todos os seres, e que têm várias origens: a Terra, o Sol, o espaço infinito, os seres espirituais... As que vêm dos espaços infinitos são energias que o homem absorve pela alimentação, pela respiração e pelos centros de força» (1) (a palavra chakra é de origem sânscrita, e significa roda. Armond prefere utilizar a nomenclatura usada por Andre Luiz, de Centros de Força)
Por isso, Edgar Armond realça três cuidados fundamentais que todo o passista deve observar: a alimentação, a leitura e a prece. A alimentação para garantir o bom funcionamento do nosso corpo; a leitura que auxilia a concentração; a prece que abre os canais mentais e ajuda à sintonia com as forças superiores).
«Quando aplicamos passes, antes de dirigir as energias para o paciente, ficamos envolvidos por essas energias, por essas vibrações, que nos chegam dos Amigos Espirituais envolvidos nessa actividade, o que indica que, antes de atendermos aos outros, somos nós beneficiados e auxiliados para que possamos auxiliar, por nossa vez» (1). Os passes, mesmo os mais simples, têm alguns passos obrigatórios (com estes ou outros nomes): a captação de energia; o desligamento; a limpeza; a harmonia; a bênção. Cada um dos passos tem também o seu tipo de movimentos: passes cruzados, transversais, longitudinais, circulares, fixos, contornando a aura, sopro. «Os passes longitudinais movimentam os fluidos, os transversais dispersam-nos e os circulares e as imposições de mãos concentram-nos, o mesmo sucedendo com o sopro. … …
Por norma, quando se age para cura de moléstia localizada em órgãos internos, a acção inicial deve ser com a mão esquerda sobre a região do estômago e a direita na região da nuca. Em todos os casos, ter presente que nas curas magnéticas as mãos representam os dois pólos — positivo e negativo—, através dos quais a corrente electromagnética flui. Por isso a mão negativa, a esquerda, tanto pode ser posta sobre o plexo solar como sobre o órgão doente, como base, enquanto a positiva, a direita, procura movimentar os fluidos pelos plexos e nervos que comandam a região ou o órgão visado. Ter presente, nos casos de imposições de mãos, que o lado direito do corpo humano é positivo e o esquerdo é negativo, o primeiro produzindo efeito excitante e o segundo sedativo. Para que os passes magnéticos produzam melhor efeito, é necessário que, previamente, o passista estabeleça laços fluídicos de simpatia, solidariedade e confiança entre si e o doente; qualquer sentimento de antipatia, temor ou desconfiança de qualquer deles, impedirá o fluxo natural e espontâneo dos fluidos entre ambos. Não há regras fixas ou procedimentos padronizados para todos os casos; o tratamento depende, em grande parte, dos conhecimentos que o operador possui de anatomia e fisiologia humanas. (1)
Marlene Nobre chama a atenção para o seguinte aspecto: «Não há dois passes iguais… …Cada pessoa transforma o fluido universal em fluido magnético próprio. A matéria elementar é igual para todos mas cada um modifica-a segundo o seu grau de evolução espiritual. Há portanto um tipo de passe diferente para cada passista porque o fluido magnético de cada passista está impregnado dos seus pensamentos e acções que lhe são próprias mas também o grau de absorção de quem recebe o passe, varia de pessoa para pessoa. Há ainda a considerar que o passista não doa somente o fluido que lhe é próprio mas também o do mentor que o ajuda no serviço de doação» in “Marlene Nobre O passe como cura magnética” no Youtube.

Texto lido e debatido em reunião da AELA, na 3ª feira, 21 de Setembro de 2010

(1) - in “Passes e Radiações” de Edgar Armond

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Passes: uma reflexão sobre quem os faz e quem os recebe

Referindo-se à preparação para trabalhos de efeitos físicos eis como André Luiz se manifesta: “Alguns encarnados, como habitualmente acontece, não tomavam a sério a responsabilidade do assunto e traziam consigo emanações tóxicas, oriundas da nicotina, da carne e aperitivos, além das formas de pensamentos menos adequados à tarefa que o grupo devia realizar.”
Como se vê, ele demonstra que a carne é alimento tão tóxico e desaconselhável quanto o fumo ou o álcool. E não se trata de uma opinião pessoal, mas, sim, da indicação de efeitos reais observados directamente do lado de lá, por observador altamente credenciado. Isto exige que os operadores encarnados, tanto quanto possível, tenham boa saúde, sejam sóbrios na alimentação, no vestuário, nos costumes e altamente moralizados; que eliminem vícios, evitem tóxicos, inclusive os provindos de seus próprios organismos e aprendam a dominar suas emoções, para evitar a perda inútil de energia fluídica.
Por parte do doente ou do operador, haverá possibilidade mais ampla de permuta de fluidos bons e maus, sendo comuns os casos de transmissão de fluidos mórbidos do doente para o operador e vice-versa. Este último, além dos fluidos de cura, transmitirá com os passes, toxinas orgânicas ou medicamentosas e ainda mais: produtos vindos da esfera moral, das suas próprias paixões inferiores que, porventura, constituam a sua natural tonalidade vibratória. São muito comuns os casos de doentes submetidos a passes, dados por servidores sinceros e de boa vontade que, todavia, sentem, após a aplicação, inexplicável agravamento dos seus males, ou o acréscimo de novos, acompanhados de visível mal-estar que, justamente, resultam dessas impurezas a que nos referimos. Para dar passes, pois, não basta a boa vontade; é necessário também que o operador preencha uma série de condições físicas e psíquicas, tendentes à purificação de corpo e espírito. Conquanto seja certo que a boa vontade e o desejo evangélico de servir assegurem ao operador um grande coeficiente de assistência espiritual superior, todavia, a preparação judiciosa, pela purificação própria, aumentará grandemente a eficiência do trabalho.
No plano invisível, nas suas colónias, recolhimentos, hospitais e abrigos provisórios, os passes são dados ampla e sistematicamente, porém, sempre executados por operadores seleccionados, verdadeiros técnicos, profundos conhecedores do assunto, tanto na teoria como na prática. Eis o que diz Emmanuel [em “Segue-me!...” ] … :“Meu amigo, o passe é transfusão de energias fisiopsíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu beneficio. Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes das nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e actuantes. Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes. No clima da prova e da angústia, és portador da necessidade e do sofrimento. Na esfera da prece e do amor, um amigo converte-se no instrumento da Infinita Bondade, para que recebas remédio e assistência. Ajuda o trabalho de socorro a ti mesmo com o esforço da limpeza interna. Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam. O mal é sempre a ignorância e a ignorância reclama perdão e auxilio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranquilidade. Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é acto sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.

Texto retirado de “Passes e Radiações” de Edgard Armond e debatido em reunião da AELA, 3ª feira, 25 de Maio de 2010

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