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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Em Destaque - Missionários da Luz, psicografia de Francisco C. Xavier


MISSIONÁRIOS DA LUZ

psicografia de Francisco Cândido Xavier




Esta obra é uma psicografia ditada pelo Espírito André Luiz ao médium Francisco Xavier e considera-se o terceiro dos treze livros que constituem a Colecção A Vida no Mundo Espiritual.

Em ANTE OS TEMPOS NOVOS, inspirado por Emmanuel, a jeito de prefácio podemos ler o seguinte:

- «Enquanto a história relaciona a intervenção de fadas, referindo-se aos génios tutelares, aos palácios ocultos e às maravilhas da floresta desconhecida, as crianças escutam atentas, estampando alegria e interesse no semblante feliz. Todavia, quando o narrador modifica a palavra, fixando-a nas realidades educativas, retrai-se a mente infantil, contrafeita, cansada... Não compreende a promessa da vida futura, com os seus trabalhos e responsabilidades.
«Os corações, ainda tenros, amam o sonho, aguardam heroísmo fácil, estimam o menor esforço, não entendem, de pronto, o labor divino da perfeição eterna e, por isso, afastam-se do ensinamento real, admirados, espantadiços. A vida, porém, espera-os com as suas leis imutáveis e revela-lhes a verdade, gradativamente, sem ruídos espectaculares, com serenidade de mãe.
«As páginas de André Luiz recordam essa imagem.
«Enquanto os Espíritos Sábios e Benevolentes trazem a visão celeste, alargando o campo das esperanças humanas, todos os companheiros encarnados nos ouvem, extáticos, venturosos. É a consolação sublime, o conforto desejado. Congregam-se os corações para receber as mensagens do céu.
«Mas, se os emissários do plano superior revelam alguns ângulos da vida espiritual, falando-lhes do trabalho, do esforço próprio, da responsabilidade pessoal, da luta edificante, do estudo necessário, do auto-aperfeiçoamento […] onde o trabalhador não se elevará pela mão beijada do proteccionismo e sim à custa de si mesmo, para que deva à própria consciência a vitória ou a derrota […]
«A maioria espanta-se e tenta o recuo. Pretende um céu fácil, depois da morte do corpo, que seja conquistado por meras afirmativas doutrinais. Ninguém, contudo, perturbará a lei divina; a verdade vencerá sempre e a vida eterna continuará ensinando, devagarinho, com paciência maternal»

Esta obra está dividida em 20 capítulos e deles transcrevemos alguns, por exemplo: O PSICÓGRAFO - A EPÍFISE - DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO - SOCORRO ESPIRITUAL - MEDIUNIDADE E FENÔMENO - MATERIALIZAÇÃO - PROTECÇÃO – OBSESSÃO - PASSES – ADEUS.

As transcrições a seguir referidas têm como objectivo facultar a observação do estilo do autor e da abordagem temática:

- «Dentre as dezenas de cadeiras, dispostas em filas, somente dezoito permaneciam ocupadas por pessoas terrestres, autênticas.
«As demais atendiam à massa invisível aos olhos comuns do plano físico. «Grande assembleia de almas sofredoras. Público extenso e necessitado. Reparei que fios luminosos dividiam os assistentes da região espiritual em turmas diferentes. Cada grupo exibia características próprias. Em torno das zonas de acesso postavam-se corpos de guarda e compreendi, pelo vozeio do exterior, que também ali a entrada dos desencarnados obedecia a controle significativo. As entidades necessitadas, admitidas ao interior, mantinham discrição e silêncio.
«Entrei cauteloso, sem despertar atenção na assembleia que ouvia, emocionadamente, a palavra generosa e edificante de operoso instrutor da casa. Grande número de cooperadores velava, atento. «E, enquanto o devotado mentor falava com o coração nas palavras, os dezoito companheiros encarnados demoravam-se em rigorosa concentração do pensamento, elevado a objectivos altos e puros.
«Era belo sentir-lhes a vibração particular. Cada qual emitia raios luminosos, muito diferentes entre si, na intensidade e na cor. Esses raios confundiam-se à distância aproximada de sessenta centímetros dos corpos físicos e estabeleciam uma corrente de força, bastante diversa das energias de nossa esfera. Essa corrente não se limitava ao círculo movimentado. Em certo ponto, despejava elementos vitais, à maneira de fonte miraculosa, com origem nos corações e nos cérebros humanos que aí se reuniam. As energias dos encarnados casavam-se aos fluidos vigorosos dos trabalhadores de nosso plano de acção, congregados em vasto número, formando precioso armazém de benefícios para os infelizes, extremamente apegados ainda às sensações fisiológicas.
«Semelhantes forças mentais não são ilusórias, como pode parecer ao raciocínio terrestre, menos esclarecido quanto às reservas infinitas de possibilidades além da matéria mais grosseira»

- « – Existem, então – perguntei sob forte interesse –, aqueles que reencarnam inconsciente do acto que realizam?
« – Certamente – respondeu ele, solicito –, assim também como desencarnam diariamente na Crosta milhares de pessoas sem a menor noção do acto que experimentam. Somente as almas educadas têm compreensão real da verdadeira situação que se lhes apresenta em frente da morte do corpo. Do mesmo modo, aqui. A maioria dos que retomam a existência corporal na esfera do Globo é magnetizada pelos benfeitores espirituais, que lhes organizam novas tarefas redentoras, e quantos recebem semelhante auxílio são conduzidos ao templo maternal de carne como crianças adormecidas.
«O trabalho inicial, que a rigor lhes compete na organização do feto, passa a ser executado pela mente materna e pelos amigos que os ajudam de nosso plano. São inúmeros os que regressam à Crosta nessas condições, reconduzidos por autoridades superiores de nossa esfera de acção, em vista das necessidades de certas almas encarnadas, de certos lares e determinados agrupamentos.
«A explicação não podia ser mais lógica e, uma vez ainda, admirei no amoroso amigo o dom da clareza e da simplicidade»

- «E olhando angustiosamente para o meu orientador, observou, inquieto: – Tenho receio... Muito receio...
«Alexandre sentou-se paternalmente ao lado dele e disse-lhe, com ternura: – Não asile o monstro do medo no coração. A hora é de confiança e coragem. Ouça, Segismundo! Se você guarda alguma preocupação, divida connosco os seus pesares, fale de tudo o que constitua dificuldade em seu íntimo! Abra sua alma, querido amigo! «Lembre-se de que o instante da passagem definitiva de plano se aproxima. Torna-se indispensável manter o pensamento puro, lavado de todos os detritos!
«O interlocutor deixou cair algumas lágrimas e conversou com esforço:
« – Sabe que empreendi pequenina obra de socorro, nas cercanias de nossa colónia espiritual... A obra foi autorizada pelos nossos Maiores e... «Apesar do bom funcionamento... Sinto que não está terminada e que tenho em sua estrutura grandes responsabilidades... Não sei se fiz bem... «Pedindo agora o retorno à Crosta do Mundo, antes de consolidar meu trabalho... Entretanto... Reconheci que para seguir além... Precisava reconciliar-me com a própria consciência, buscando os adversários de outro tempo... A fim de resgatar minhas faltas...
«E enquanto o instrutor e os demais amigos o acompanhavam, em silêncio, Segismundo prosseguia: – Foi por isto... Que insisti tanto pela obtenção de minha volta... Como poderia conduzir os outros à plena conversão espiritual... Diante dos ensinamentos do Cristo... Sem haver pago minhas próprias dívidas? Como ensinar os irmãos sofredores... «Sofrendo eu mesmo... Dolorosas chagas em virtude do passado cruel? «Agora, porém... Que se aproxima o recomeço difícil... Tortura-me o receio de errar novamente... »

DESEJAMOS UMA BOA LEITURA!

Carmen, 2010.Nov01.AELA-Destaques

domingo, 4 de julho de 2010

A doutrinação e seus métodos – parte 2

Diz-nos Edgard Armond que as sessões de doutrinação de Espíritos objectivam esclarecer entidades desencarnadas a respeito de sua própria situação espiritual, orientando-as no sentido do seu despertar no plano invisível e o seu subsequente equilíbrio e progresso espirituais. Para facilitar o seu despertar ou o seu esclarecimento, Espíritos jungidos ao habitat terrestre por força da lei de afinidade são trazidos às sessões de doutrinação e aí ligados momentaneamente a médiuns de incorporação, com o que, no contacto com os fluidos benéficos da corrente aí formada, acrescidos dos ensinamentos recebidos do doutrinador encarnado, logram quase sempre despertar e retomar o caminho do aperfeiçoamento espiritual.
Doutrinar Espíritos não é, porém, tarefa fácil. Segundo observa André Luiz, a pessoa envolvida nessa tarefa não pode esquecer que a Espiritualidade Superior confia nela e dela aguarda o cultivo de determinados atributos como os que se seguem: a) direcção e discernimento; b) bondade e energia; c) autoridade fundamentada no exemplo; d) hábito de estudo e oração; e) dignidade e respeito para com todos; f) afeição sem privilégios; g) brandura e firmeza; h) sinceridade e entendimento; i) conversação construtiva.
A doutrinação, informa Herculano Pires, existe em todos os planos, mas o trabalho mais rude e pesado é o que se processa em nosso mundo. Orgulhoso e inútil, e até mesmo prejudicial, será o doutrinador que se julgar capaz de doutrinar por si mesmo. Só pode realmente doutrinar Espíritos quem tiver amor e humildade. Dito isto, Herculano Pires observa que, muitas vezes, a doutrinação exige atitudes enérgicas, não ofensivas nem agressivas, mas firmes e imperiosas. É o momento em que o doutrinador trata o obsessor com autoridade moral, a única autoridade que podemos ter sobre os Espíritos inferiores, que sentem a nossa autoridade e a ela se submetem em virtude da força moral de que dispusermos. Essa autoridade, no entanto, só conseguimos adquirir por meio de uma vivência digna no mundo, sendo sempre correctos em nossas intenções e em nossos actos, em todos os sentidos, porquanto as nossas falhas morais não combatidas, não controladas, diminuem a nossa autoridade sobre os obsessores.
Como a doutrinação não objectiva somente Espíritos sofredores, mas igualmente Espíritos ignorantes que ainda permanecem em esferas de embrutecimento, e Espíritos maldosos que se devotam ao mal conscientemente, bem variado deve ser o modo de doutrinar uns e outros.
Há, entretanto, determinadas regras que não podem deixar de ser aplicadas nessa tarefa:
a) receber com atenção e interesse as comunicações; c) envolver o comunicante num clima de vibrações fraternais, dando oportunidade para que ele fale; d) estabelecer em tempo oportuno um diálogo amigo e esclarecedor; e) evitar acusações e desafios desnecessários; f) confortar e amparar através do esclarecimento; g) não discutir com exaltação tentando impor seu ponto de vista; h) não receber a todos como se fossem embusteiros e agentes do mal; i) ser preciso e enérgico na hora necessária, sem ser cruel e agressivo; j) evitar o tom de discurso e também as longas prelecções l) ser claro, objectivo, honesto, amigo, fraterno, buscando dar ao comunicante aquilo que gostaria de receber se no lugar dele estivesse.
André Luiz recomenda, a dirigentes e esclarecedores e a todos os que participam das reuniões mediúnicas, que tenham sempre em mente os 13 seguintes princípios:
2. Esclarecimento aos desencarnados sofredores assemelha-se à psicoterapia e a reunião é tratamento em grupo, na qual, sempre que possível, deverão ser aplicados os métodos evangélicos. 3. A parte essencial ao entendimento é atingir o centro de interesse do Espírito preso a ideias fixas, para que se lhes descongestione o campo mental… 5. Cada Espírito sofredor deve ser recebido como se fosse um familiar nosso extremamente querido; agindo assim, acertaremos com a porta íntima através da qual lhe falaremos ao coração. 8. É preciso anular qualquer intento de discussão ou desafio com os Espíritos comunicantes, dando mesmo razão, algumas vezes, aos manifestantes infelizes e obsessores. 9. Nem sempre a desobsessão real consiste em desfazer o processo obsessivo de imediato, porquanto em diversos casos a separação de obsidiado e obsessor deve ser praticada lentamente 11. Não se deve constranger os médiuns psicofónicos a receberem os desencarnados presentes, atentos ao preceito da espontaneidade, factor essencial ao êxito do intercâmbio. 13. Se o manifestante perturbado se fixar no braseiro da revolta ou na sombra da queixa, indiferente ou recalcitrante, o esclarecedor deve solicitar a cooperação dos benfeitores espirituais presentes para que o necessitado rebelde seja confiado à assistência espiritual especializada.

Excertos dum texto de Astolfo Olegário de Oliveira Filho (1) e debatido na reunião da AELA, na 3ª feira, dia 22 de Junho de 2010
(1) Director da revista semanal electrónica “O Consolador”(*) e editor do jornal mensal “O Imortal”(*)
(*)Brasil

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Passes: uma reflexão sobre quem os faz e quem os recebe

Referindo-se à preparação para trabalhos de efeitos físicos eis como André Luiz se manifesta: “Alguns encarnados, como habitualmente acontece, não tomavam a sério a responsabilidade do assunto e traziam consigo emanações tóxicas, oriundas da nicotina, da carne e aperitivos, além das formas de pensamentos menos adequados à tarefa que o grupo devia realizar.”
Como se vê, ele demonstra que a carne é alimento tão tóxico e desaconselhável quanto o fumo ou o álcool. E não se trata de uma opinião pessoal, mas, sim, da indicação de efeitos reais observados directamente do lado de lá, por observador altamente credenciado. Isto exige que os operadores encarnados, tanto quanto possível, tenham boa saúde, sejam sóbrios na alimentação, no vestuário, nos costumes e altamente moralizados; que eliminem vícios, evitem tóxicos, inclusive os provindos de seus próprios organismos e aprendam a dominar suas emoções, para evitar a perda inútil de energia fluídica.
Por parte do doente ou do operador, haverá possibilidade mais ampla de permuta de fluidos bons e maus, sendo comuns os casos de transmissão de fluidos mórbidos do doente para o operador e vice-versa. Este último, além dos fluidos de cura, transmitirá com os passes, toxinas orgânicas ou medicamentosas e ainda mais: produtos vindos da esfera moral, das suas próprias paixões inferiores que, porventura, constituam a sua natural tonalidade vibratória. São muito comuns os casos de doentes submetidos a passes, dados por servidores sinceros e de boa vontade que, todavia, sentem, após a aplicação, inexplicável agravamento dos seus males, ou o acréscimo de novos, acompanhados de visível mal-estar que, justamente, resultam dessas impurezas a que nos referimos. Para dar passes, pois, não basta a boa vontade; é necessário também que o operador preencha uma série de condições físicas e psíquicas, tendentes à purificação de corpo e espírito. Conquanto seja certo que a boa vontade e o desejo evangélico de servir assegurem ao operador um grande coeficiente de assistência espiritual superior, todavia, a preparação judiciosa, pela purificação própria, aumentará grandemente a eficiência do trabalho.
No plano invisível, nas suas colónias, recolhimentos, hospitais e abrigos provisórios, os passes são dados ampla e sistematicamente, porém, sempre executados por operadores seleccionados, verdadeiros técnicos, profundos conhecedores do assunto, tanto na teoria como na prática. Eis o que diz Emmanuel [em “Segue-me!...” ] … :“Meu amigo, o passe é transfusão de energias fisiopsíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu beneficio. Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes das nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e actuantes. Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes. No clima da prova e da angústia, és portador da necessidade e do sofrimento. Na esfera da prece e do amor, um amigo converte-se no instrumento da Infinita Bondade, para que recebas remédio e assistência. Ajuda o trabalho de socorro a ti mesmo com o esforço da limpeza interna. Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam. O mal é sempre a ignorância e a ignorância reclama perdão e auxilio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranquilidade. Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é acto sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.

Texto retirado de “Passes e Radiações” de Edgard Armond e debatido em reunião da AELA, 3ª feira, 25 de Maio de 2010

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