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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Em Destaque - O Cérebro e a Mente por Núbor Orlando Facure

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O CÉREBRO E A MENTE

UMA CONEXÃO ESPIRITUAL

de Núbor Orlando Facure



O Dr. Núbor Orlando Facure, médico neurologista, é o autor desta obra e no Prefácio podemos ler o seguinte:
- «Em diversas ocasiões do progresso humano, a Medicina sofreu grandes transformações, que mudaram sua interpretação sobre as causas das doenças e, consequentemente, a forma de tratá-las […]
«Estando agora às portas do terceiro milénio, é de se esperar que, com tanto conhecimento sobre o mundo que nos cerca, o homem possa se debruçar sobre si mesmo e mergulhar fundo na pesquisa sobre a sua natureza espiritual.
«É nesse sentido que estamos trazendo esta contribuição ao estudar O Cérebro e a Mente. Uma conexão Espiritual. A mim me parece que, nessa interacção entre os sistemas físicos das ligações neurais e o universo transcendente por onde transita a mente, existe um novo paradigma. A medicina, se adoptar uma postura mais aberta, com uma visão integral do ser humano, poderá descobrir que, além das causas das doenças, existe uma razão precedente para justificar o sofrimento que nos atormenta.
«Estão anotados, aqui neste livro, os princípios da Doutrina Espírita que comprovam uma inequívoca evolução espiritual, dirigindo e determinando a evolução do cérebro físico»

Nas primeiras páginas deste livro podemos reler a Rogativa do Servo de André Luiz transcrita (psicografada) por Francisco Xavier:
- «Senhor, dá-nos a força, mas não nos deixeis humilhar os mais fracos. Dá-nos a luz da inteligência, no entanto, ensina-nos a auxiliar os irmãos que jazem nas sombras […] Concedei-nos, por fim, o conhecimento da harmonia e da perfeição que devemos buscar; não nos deixeis, porém, na posição da Vénus de Milo, sempre maravilhosamente bela diante do mundo, mas sem braços para servir»

Esta obra está subdividida em 12 capítulos que se subdividem em numerosos temas mais específicos e, como exemplo, apresentamos os títulos de alguns: A Evolução do Cérebro – Dois Gramas a cada Cem Mil anos – A Mão que Enxerga. Os Dedos que Constroem – O Bebé Prematuro – Perdendo Cem Mil Neurónios por Dia; Reconhecendo a Mente – A Energia Psíquica - Nas Dimensões do Tempo; O Inconsciente Neurológico – A Escada Rolante – O Corpo e o Espaço; Psicognosia. O Reconhecimento da Alma; O Homem Mediúnico. Uma Perspectiva para o Ser Humano no Futuro – O Espírito Humano – O Pneuma Vital; Doença Espiritual.
Em cada capítulo há referências muito pontuais, em poucas linhas, sobre o assunto que será desenvolvido ao longo das páginas seguintes; neste Destaque essas referências serão apresentadas em itálico e em tamanho inferior ao resto do texto.

As transcrições a seguir referidas têm como objectivo facilitar a observação do estilo do autor, assim como a sua abordagem temática:
- «A fé é a única força que lhe permitirá continuar em frente ainda que não haja segurança alguma.
«É habitual as funções cerebrais serem apresentadas a partir dos segmentos regionais em que o cérebro foi subdividido. Nas regiões frontais, parietais, temporais e occipitais, estão polarizadas determinadas funções, mas as fibras de associação entre um lobo e o outro impõe uma integração rápida entre toda a fisiologia desenvolvida pelo cérebro»

- «Cada pessoa vê no mundo a própria imagem. Ao invés da lágrima o sorriso, ao invés do ódio o amor. Vemos as coisas não como são, mas como nós somos […]
«Destaca-se, no lobo frontal, o giro central ou motor como uma das áreas mais fáceis de se identificar no cérebro. É uma faixa extensa de cérebro, que se estende verticalmente […]
«O lobo parietal desempenha funções que se relacionam com a sensibilidade geral, com o reconhecimento visual e táctico, com a manipulação dos objectos e a integração dos diferentes sentidos para compreensão de conceitos simples.
«Como veremos a seguir, os exemplos práticos, nos permitirão interpretar toda essa complexidade com que a neurologia analisa as funções cerebrais»

- «A noção do espaço exterior compõe, junto com um esquema corporal, um ambiente psíquico em torno de nós e que nem nos damos conta no dia-a-dia.
«Os lobos parietal e frontal quantificam essas funções em uma infinidade de gestos que compõem os nossos deslocamentos motores.
«Estando sentado, posso me levantar e percorrer uma sala cheia de móveis, escorrendo pelos seus vãos sem qualquer atropelo. Meu cérebro antecipa minhas dimensões corporais e os espaços disponíveis por onde posso circular»

- «Religiosos e filósofos sempre discutiram a localização da Alma que já foi fixada no cérebro, no fígado, no coração e até na pele.
«Hoje se discute o conceito de mente e, curiosamente, ainda persiste a ideia de que a mente se localiza exclusivamente no cérebro. Com um pouco mais de cuidado, podemos expandir a mente para todo nosso corpo, quando percebemos que o cérebro contém a representação do nosso esquema corporal por inteiro e a interacção entre um e o outro ocorre em toda sua extensão. O que se passa em qualquer parte do corpo, o cérebro tem participação no que determina a acção e nas respostas que essa acção provoca»

- «Determinados médiuns têm a aptidão para demonstrar uma capacidade de reconhecimento superior àquela que a função gnóstica do cérebro lhes permite ter. Colocado em suas mãos um objecto para ser identificado, esse médium é capaz de fornecer dados referentes, por exemplo, ao proprietário de tal objecto e à sua possível procedência»

E terminamos com o seguinte excerto:
- «Quando relato os bons momentos de uma viagem, percebo que muitos detalhes que me impressionaram tiveram pouco efeito em meus familiares. Com frequência, eles me corrigem nos exageros das minhas descrições dos cenários de Minas Gerais onde nasci. Na verdade, posso reconhecer que, nas minhas lembranças, fica aquilo que eu pensei estar vendo e não propriamente aquilo que estava registado no cérebro, porque, para os outros que me acompanhavam, a impressão psíquica que a mesma visão provocava era muito diferente»

DESEJAMOS UMA BOA LEITURA!

Carmen, 2010.Set03.AELA-Destaques

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Lei do karma não é lei de causa e efeito

«A palavra karma utilizada na Índia e por muitas correntes filosóficas e religiosas, significa em primeira instância “acção”, “trabalho” ou “efeito”. No sentido secundário, o efeito de uma acção ou, se preferirmos, a soma dos efeitos de acções (vidas) passadas reflectindo-se no presente. Na concepção hindu, karma quer dizer “destino” determinado ou fixo.» in “O Verbo e a Carne” de José Herculano Pires
Ora o destino enquanto determinismo é precisamente um ponto em que a Doutrina Espírita diverge da lei do karma uma vez que esta pressupõe sempre uma dívida a ser resgatada enquanto a Doutrina Espírita se posiciona de modo diferente. A lei de causa e efeito apresenta-nos a ideia de que o futuro depende também das acções e decisões do presente. Uma causa positiva gera um efeito positivo e uma causa negativa gera um efeito igualmente negativo, ou seja, para o Espiritismo cada ser humano é um espírito imortal encarnado que herda as consequências boas ou más das suas encarnações anteriores. Em “O Livro dos Espíritos”, pergunta 1009, lê-se o seguinte: «Dizeis que, acima de tudo, Deus é justo e que o homem não lhe compreende a justiça. Mas a justiça não exclui a bondade e ele não seria bom, se condenasse a eternas e horríveis penas a maioria das suas criaturas. …no fazer que a duração das penas dependa dos esforços do culpado não está toda a sublimidade da justiça unida à bondade? Aí é que se encontra a verdade desta sentença: A cada um segundo as suas obras.»
Retendo apenas a frase “A cada um segundo as suas obras” e ignorando a parte onde se refere “que a duração das penas depende dos esforços do culpado” podemos deduzir que significa a aplicação da lei do karma mas vejamos outro trecho do mesmo livro, pergunta 178: «Podem os Espíritos encarnar num mundo relativamente inferior a outro onde já viveram? “Sim, se for para cumprir uma missão e ajudar ao progresso. Aceitam com alegria as dificuldades dessa existência, porque lhes oferecem um meio de avançar.”
Mas, não pode dar-se também por expiação? Não pode Deus degredar para mundos inferiores Espíritos rebeldes? “Os Espíritos podem conservar-se estacionários, mas não regridem. Em caso de estacionamento, a punição deles consiste em não avançarem, em recomeçarem, no meio conveniente à sua natureza, as existências mal-empregadas.”»
E em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. V. § 9, escreveu Kardec: «No entanto, não se deve acreditar que todo o sofrimento suportado aqui na Terra seja, necessariamente, o indício duma determinada falta; muitas vezes, os sofrimentos são simples provas escolhidas pelo Espírito para concluir a sua depuração e acelerar o seu progresso. Assim sendo, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Porém, provas ou expiações, na verdade são sinais duma inferioridade relativa, visto que o que é perfeito não precisa de ser provado. Um Espírito, portanto, pode ter chegado a certo grau de elevação mas querendo avançar mais ainda, solicitar uma missão, uma tarefa a cumprir e pela qual, se sair vitorioso, será tanto mais recompensado quanto mais penosa tenha sido a luta.
E, na mesma linha, escreve Léon Denis em “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, 2ª parte: «É necessário evitarmos ver, nas provações e dores da Humanidade, a consequência exclusiva de faltas passadas. Todos aqueles que sofrem não são forçosamente culpados em vida de expiação. Muitos são simplesmente Espíritos ávidos de progresso, que escolheram vidas penosas e de labor para colherem o benefício moral que anda ligado a toda a pena sofrida.»
E acabando novamente com Kardec e “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. V, § 7: «Tanto os sofrimentos devidos a causas anteriores como os resultantes das faltas actuais são, muitas vezes, a consequência da falta cometida, ou seja, por uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre o que fez sofrer aos outros; se foi duro e desumano poderá, por sua vez, ser tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em condições humilhantes; se foi avaro, egoísta ou fez mau uso dos seus haveres, poderá ver-se privado do necessário; … etc.

Texto lido e discutido na AELA em 2 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Esquecimento do Passado e O Pensamento

Infelizmente objecta-se que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores.
Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que há nisso vantagem. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre-arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais.
Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo, de novo, relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes fez. Se reconhecesse nelas as pessoas a quem odiara, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, sentir-se-ia humilhado em presença daquelas a quem tivesse ofendido.
Para nos melhorarmos, deu-nos Deus, precisamente, o que necessitamos e o que nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas, tirando-nos o que nos poderia prejudicar.
Ao nascer, o homem, em cada existência, tem um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi: se é punido, é porque praticou o mal. As suas más tendências actuais indicam o que lhe falta corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar toda a sua atenção, porquanto, do que foi completamente corrigido, não resta nenhum vestígio. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações. Aliás, o esquecimento ocorre apenas durante a vida corporal. Voltando à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado; trata-se, portanto, duma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono, a qual não nos impede de lembrar, ao acordarmos no dia seguinte, o que se fez na véspera e nos dias anteriores.
E não é somente após a morte que o Espírito readquire a lembrança do passado. Pode dizer-se que jamais a perde, pois que, como a experiência o demonstra, mesmo encarnado, adormecido o corpo, ocasião em que goza de certa liberdade, o Espírito tem consciência dos seus actos anteriores; sabe por que sofre e que sofre com justiça. A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior, da vida de relação. Mas, na falta de uma recordação exacta, que lhe poderia ser penosa e prejudicá-lo nas suas relações sociais, ele adquire forças novas nesses instantes de emancipação da alma, se souber aproveitá-los.
À medida que a alma avança na vida espiritual, esclarece-se e liberta-se pouco a pouco das suas imperfeições, conforme o grau de boa vontade que empregue, em virtude do seu livre-arbítrio. Todo o mau pensamento resulta, pois, da imperfeição da alma; mas, de acordo com o desejo que possui de se melhorar, até mesmo esse mau pensamento se torna uma ocasião de progresso, porque ela o repele com energia. É o sinal duma mancha que ela se esforça para fazer desaparecer. Não cederá à tentação de satisfazer um mau desejo. Depois que haja resistido, sentir-se-á mais forte e feliz com a sua vitória.
Aquela que, ao contrário, não tomou boas resoluções, ainda procura ocasião de praticar o mau acto e, se não o praticar, não é por efeito da sua vontade, mas por falta de ocasião. É, pois, tão culpada como se o tivesse cometido.
Em resumo, aquele que não concebe a ideia do mal, já progrediu; aquele a quem essa ideia acode, mas que a repele, está próximo de alcançar progresso; aquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude da sua força. Num, o trabalho está feito; no outro, está por fazer-se. Deus, que é justo, leva em conta todas essas diferenças ao responsabilizar o homem pelos seus actos e pensamentos.

Texto de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e debatido na reunião da AELA, 3ª feira, em 16 de Março de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

A lei humana e a lei de Deus

A lei humana atinge certas faltas e pune-as. Mas a lei incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem.
Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho recto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infracção da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos deploráveis. Os sofrimentos decorrentes do erro são uma advertência do mal que fez. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que foi, para ele, fonte de mágoas, sem o que não teria nenhum motivo para se emendar. Confiante na impunidade, retardaria o seu avanço e, consequentemente, a sua felicidade futura.
Entretanto, não se deve acreditar que todo o sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas escolhidas pelo Espírito para concluir a sua depuração e apressar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado. Pode, pois, um Espírito ter adquirido certo grau de elevação e, não obstante, desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a executar, pela qual, se sair vitorioso, tanto mais recompensado será quanto mais penosa haja sido a luta. Trata-se, especialmente, dessas pessoas com instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parecem não ter trazido nada de mau das suas existências anteriores e que sofrem, com resignação cristã, as maiores dores, pedindo a Deus para suportá-las sem se queixarem. Pode-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam queixas e impelem o homem à revolta contra Deus. É certo que o sofrimento que não provoca queixumes pode ser uma expiação; mas é indício de que foi escolhida voluntariamente e não imposta, sendo prova de forte resolução, o que é sinal de progresso.
Algumas pessoas são de opinião que, estando-se na Terra para expiar, é preciso que as provas sigam o seu curso. Outros há, mesmo, que vão ao ponto de julgar que não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas, tornando-as mais vivas. É um grande erro. É certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus, mas conheceis vós esse curso? Sabeis até onde têm elas de ir e se o vosso Pai misericordioso não terá dito ao sofrimento de tal ou tal dos vossos irmãos: “Não irás mais longe?” Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira? Não digais, pois, quando um dos vossos irmãos for atingido: “É a justiça de Deus, importa que siga o seu curso.” Dizei antes: “Vejamos que meios o Pai misericordioso colocou ao meu alcance para aliviar o sofrimento do meu irmão. Vejamos se as minhas consolações morais, o meu amparo material ou os meus conselhos poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais energia, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer cessar esse sofrimento; se não me deu a mim, também como prova, como expiação talvez, acabar com o mal e substituí-lo pela paz.” Ajudai-vos pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos considereis instrumentos de tortura. Contra essa ideia deve revoltar-se todo o homem de coração, principalmente todo o espírita, porquanto este, melhor do que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. Deve o espírita estar compenetrado de que toda a sua vida deve ser um acto de amor e de dedicação; que, faça ele o que fizer para contrariar as decisões do Senhor, estas se cumprirão. Pode, portanto, sem receio, empregar todos os esforços para atenuar a amargura da expiação, sendo certo, porém, que só Deus pode acabar com ela ou prolongá-la, conforme julgar conveniente. Não seria um orgulho muito grande da parte do homem, considerar-se no direito de revirar, por assim dizer, a arma na ferida? De aumentar a dose do veneno no peito do que sofre, sob o pretexto de que tal é a sua expiação? Considerai-vos sempre como instrumento para fazê-la cessar. Resumindo: todos estais na Terra para expiar; mas todos, sem excepção, deveis esforçar-vos por amenizar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e de caridade.

Texto retirado de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec e debatido na reunião da AELA, na 3ª feira, dia 30 de Março de 2010

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