quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O VERDADEIRO MESTRE

Ao folhearmos o livro de palestras de Osho " A semente de Mostarda " deparámos com um texto, que nos chamou a atenção por ser algo que todos os entendidos de assuntos espirituais focam.

Ninguém pode capacitar ninguém da sabedoria espiritual, por muito sábio que seja, se o ouvinte ainda não tiver atingido as condições evolutivas necessárias para poder entender em profundidade o que lhe está a ser transmitido, porque isso requer uma grande transformação pessoal de sensibilidade da alma humana já destituída dos conceitos materiais incorrectos que a mente incorporou como real e que não fazem parte da verdadeira realidade, porque esta é infinita e a primeira é ilusória.

Por isso a frase: "Ouvindo não ouvem e vendo não vêm".

Necessário se torna, que o iniciante da demanda se disponha a lutar com perseverança e força de vontade de libertar-se dos valores do mundo, não esquecendo que quando o discípulo estiver pronto o mestre aparece, para que possa alvorecer na iluminação da realidade.

Mas vamos ao texto: ( Segundo o livro o evangelho de que se serviu foi o apócrifo de Tomé).

" Jesus disse:
- Possivelmente, os homens pensam que eu vim trazer a paz ao mundo, porque não sabem que na verdade eu vim à terra trazer a divisão, e com ela o fogo, a espada, a guerra."

Quando procura um mestre como Jesus, o leitor vem em busca de paz. A questão é que não tem consciência de que veio ter com a pessoa errada. No seu estágio evolutivo, tal como ele é, agora não é possível alcançar a paz. E se alguém lhe proporciona paz, é uma paz de morte. Para o tipo de pessoa que você é, o que significa tornar-se «pacífica»?. Significa que deixou de lutar antes de ter conquistado o que quer que fosse. Para uma pessoa com as suas características, o que significa atingir o silêncio? Significa que assume o silêncio sem ter tocado o seu eu superior, É um mero silêncio conformado. É assim que se distingue um verdadeiro mestre de um falso mestre. Um falso mestre dá-lhe consolo e paz, independentemente do caminho que você tiver percorrido. Funciona como um tranquilizante, um comprimido para dormir.

«Onze pessoas saltaram de um 2º andar em França e um bebé de 4 meses morreu» e a IGNORÂNCIA DA SIC

Assista a este vídeo e avalie a ignorância da SIC quanto ao que é o Espiritismo

http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-mundo/2010/10/onze-pessoas-saltaram-de-um-2-andar-em-franca-e-um-bebe-de-4-meses-acabou-por-morrer-no-hospital-24-.htm

Abaixo se transcreve a posição da ADEP - Associação de Divulgação de Espiritsmo de Portugal

Exmº Sr. Director de Programas da SIC,

Tudo de bom.

A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal tem sido repetidamente contactada por simpatizantes da Doutrina Espírita, que ficaram chocados com a forma como a SIC usou o termo Espiritismo, na reportagem «Onze pessoas saltaram de um 2º andar em França e um bebé de 4 meses morreu»
http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-mundo/2010/10/onze-pessoas-saltaram-de-um-2-andar-em-franca-e-um-bebe-de-4-meses-acabou-por-morrer-no-hospital-24-.htm que emitiram no passado dia 24 de Outubro, no Jornal da Tarde.
Na peça, o narrador refere que a família saltou da janela convencida de estar a "fugir do Diabo", poderá ter realizado um "ritual de Espiritismo".
Aqui o narrador confunde factos (o salto pela janela) com opiniões (rituais de espiritismo), o que revela desconhecimento do jornalista e falta de cultura geral, pois bastaria um clique no "Google"  para saber o que é o Espiritismo.
1 - A Doutrina Espírita (ou Espiritismo) é uma ciência filosófica de consequências morais. Como ciência investiga os factos espíritas, como filosofia explica-os, e como moral aponta à humanidade um roteiro para a sua espiritualidade assente nos ensinamentos de Jesus de Nazaré.
2 - A Doutrina Espírita nada tem a ver com magias, bruxarias, crendices e práticas esquisitas. O Espiritismo é um amplo movimento cultural, não tendo chefias, rituais, paramentos, hierarquias, não sendo por isso, mais uma religião nem mais uma seita.
3 - Os espíritas são pessoas normais, com as suas famílias, as suas profissões e obrigações sociais, e juntam-se em associações no afã de auxiliar o próximo, desinteressadamente, sem cobrança ou aceitação de dinheiro em troca das suas actividades culturais e espirituais.
4 - Provavelmente o que o jornalista quereria dizer, era que esta família teria tentando contacto com o mundo espiritual, através da mediunidade (faculdade neutra que todos possuímos, em diversos graus).
5 - O Espírita é o adepto da ideia espírita, sendo médium (faculdade que permite percepcionar o mundo espiritual) ou não. O médium é a pessoa que possui essa característica, sendo que a grande maioria das pessoas que possuem esta faculdade nem conhece a Doutrina Espírita.
6 - O jornalista caiu num erro que era suposto não acontecer, tamanha é a informação existente na Internet (bastaria aceder ao site da ADEP em www.adeportugal.org), confundindo práticas estranhas com Espiritismo (que tem a ver com a cultura, a arte, onde as faculdades espirituais são utilizadas de maneira séria, criteriosa).

A SIC induziu em erro os seus telespectadores, onde nos incluímos, pelo que vimos solicitar em abono da verdade, e pelo respeito que os espíritas (tão perseguidos pelo Estado Novo, por defenderem a liberdade de expressão) nos merecem, que a SIC efectue um esclarecimento sobre o assunto.
A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) disponibiliza-se para eventuais esclarecimentos e / ou entrevistas, se for o caso.  
Certos da idoneidade moral e da deontologia profissional dos jornalistas da SIC,

Com os melhores cumprimentos,

P'la ADEP
Ulisses Lopes
presidente
www.adeportugal.org

A seguir se transcreve também o texto do e-mail enviado por José Lucas à SIC

Exmº Sr. Director de Programas da SIC,

Vi e não queria acreditar: a SIC, meteu uma peça no ar, no passado dia 24 de Outubro, no Jornal da Tarde, onde falavam de «Onze pessoas que saltaram de um 2º andar em França e um bebé de 4 meses morreu», devido a rituais de espiritismo.
 
Sou militar de profissão, casado, com 2 filhos, espírita desde 1982, data a partir da qual comecei a pesquisar, estudar e divulgar a Doutrina Espírita, no seu tríplice aspecto de ciência, filosofia e moral, e sinto-me ultrajado com a mediocridade da peça.
Quem anda à chuva molha-se, e quem anda nos meandros da comunicação social tem de ter o mínimo de cultura geral, o que não foi patenteado por quem efectuou a vossa peça.
Quem trabalha em jornalismo tem de fazer o "trabalho de casa" e não dizer barbaridades só porque tem um microfone à sua frente.
Entende-se porque o jornalismo anda pelas ruas da amargura...
A SIC denegriu a imagens dos espíritas (onde me incluo), pessoas, sérias, honestas, só porque um jornalista (?) se lembrou de falar em rituais de espiritismo.
Tem de haver mais rigor na informação, tem a de haver mais correcção, mais respeito pelas pessoas, por quem vê televisão, sob pena de ficarem completamente desacreditados. Se assim é em relação ao Espiritismo, provavelmente será o mesmo noutras áreas do noticiário. Como acreditar na SIC?
Quanto a saberem o que é o espiritismo, poderão dar uma olhadela ao site do Centro de Cultura Espírita, que frequento (www.ccespirita.org)
Respeitosamente e ao dispor, espero que tenham a honestidade de corrigir a desinformação que deram.
José Lucas

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Oração e o poder da Oração

(Trabalho elaborado por aluno do 2º Curso sobre Doutrina Espírita - Nível 1)

Este trabalho foi efectuado principalmente por uma necessidade cada vez mais crescente que lateja cá dentro, em momentos de aflição, em momentos de alegria, na alimentação, ao deitar e ao levantar ou simplesmente numa conversa. Confesso que como aprendiz de iniciante ainda tenho necessidade de um local e de um tempo certo para me dedicar a tamanho alimento interior, que sinto se propagar para o exterior também, quando a vontade surge de puros sentimentos, muito embora a coragem de me dirigir a Deus ao final do dia, se dissipe na vergonha da analise moral de meus pensamentos e acções, limitando-me por vezes a breves palavras de agradecimento pelas oportunidades renovadas a cada dia que Deus me concede neste mundo para tentar melhorar o meu eu ainda perverso, materialista e egoísta.
Nas orações que vos escuto, tento retirar o máximo de aprendizado não em palavras mas em sentimentos, em exemplos de dedicação e de entrega, que me fazem recordar os meus compromissos.

Hoje, as minhas orações não são mais as palavras ritmadas e ocas de sentimento. Silenciosas, elas transportam o que aprendi até aqui e não peço mais ao Pai o que desejo, mas força para que tenha coragem de enfrentar de pé tudo aquilo que necessito para o meu aprendizado. Aprendi pela parca experiência mediúnica o poder que uma oração sentida tem sobre um irmão em sofrimento, aprendi a respeitar a oração pelo que ela É e pelos benefícios que me sinto trazer, pelos benefícios que tantos outros testemunharam em si e nos outros também. Aprendi que a oração é agradecimento, realização mas sobretudo transformação.

Este trabalho tem por base a recolha de vários excertos recolhidos das obras:
» A metafísica do Cristianismo de Humberto Rohden
» O Evangelho Segundo o Espiritismo
E
» Canções e Hinos Mediúnicos

O Que é Orar? – Humberto Rohden, diz-nos que “ Todas as religiões do mundo são unânimes em recomendar a oração. É este talvez o único ponto em que não há heresias. Paganismo, judaísmo, islamismo, cristianismo – todos praticam oração.
Muitas pessoas só entendem por orar pedir algo a Deus; só se lembram de orar quando estão em apuros, quando as coisas da vida vão mal; mas quando tudo vai bem, não acham necessário orar. (…)
Mas para os homens de experiencia profunda, orar não é primariamente pedir algo – é realizar alguém, é auto-realização (…) eles compreendem a ordem do Mestre “ orai sempre, e nunca deixeis de orar “, como se alguém lhes dissesse: respirai sempre, e nunca deixeis de respirar, porque sem respiração não podeis viver.
“ Orar “ é derivado da palavra latina os ( genitivo: oris ) que quer dizer boca. Orar é abrir a boca.
A alma que ora crea uma abertura rumo ao infinito, porque está com fome e espera receber alimento de Deus. Rezar, isto é, recitar consiste em actos intermitentes – ao passo que orar é uma atitude permanente da consciência. E, por ser atitude vital, é compatível com qualquer ocupação exterior.“
A vida de Jesus é essencialmente uma vida de oração permanente. A primeira palavra que o Evangelho refere de Jesus, aos doze anos, revela atitude de oração: “ Não sabíeis que eu devo estar nas coisas que são de meu Pai? “ Essas “ coisas do Pai “ se referem aos três dias que o menino passou em silêncio e oração.
Uma das últimas palavras de Jesus agonizante é uma oração: “ Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito “.
Antes de iniciar a sua vida pública, retira-se Jesus ao deserto e passa quarenta dias em oração.
Durante os três anos da sua vida pública, referem os evangelhos a cada passo: “ Ao por do sol retirou-se Jesus a um monte e passou toda a noite em oração com Deus “.
A sua transfiguração no Tabor, ocorre durante a oração.
A sua agonia, no Getsemani, é acompanhada de oração, e ele pede a seus discípulos que orem.
Na santa ceia, o Mestre ora.
Orar era para ele, um estado permanente de consciência cósmica, uma vivencia na realidade do Cristo, obliterando quase totalmente a consciência telúrica do seu Jesus humano.
No Capitulo vinte e oito do Livro dos Espíritos, Kardec diz-nos que Jesus definiu claramente as qualidades da prece quando recomendou que ao orar não nos puséssemos em evidência; que orássemos em segredo, sem afectação e sem muitas palavras, porque não será pela extensão da prece que seremos ouvidos, mas pela sinceridade com que for feita.
A prece é recomendada por todos os espíritos, renunciar à prece é desconhecer a bondade de Deus; é abrir mão da sua assistência em benefício próprio, bem como no de seus semelhantes. O homem que não se sente suficientemente bom para exercitar uma influência salutar, nem por isso deve abster-se de rogar pelos outros, com a ideia de que não é digno de ser ouvido. A consciência de sua inferioridade é prova de humildade, sempre agradável a Deus, que leva em consideração a caridosa intenção que o anima. A prece não ouvida é a do orgulhoso, que acredita em seu poder e em seus méritos, e que supõe poder sobrepor-se à vontade de Deus.
Os espíritos têm dito sempre: “ O pensamento é tudo; a forma de nada vale “. Orai pois conforme as vossas convicções e do modo que mais vos emocione;
A principal condição da prece é ser clara, simples e concisa, sem frases inúteis nem luxo de adornos; cada vocábulo deve ter sua função, despertar uma ideia, tocar uma fibra, numa palavra, deve fazer-nos raciocinar.
H.Castro Lopo, no livro canções e Hinos mediúnicos nos diz que “ Os cânticos espirituais…são uma bela forma de orar! Porem para isso não basta que saibamos a música e a letra; o mais importante é que, ao cantar-mos, nos concentremos no significado das palavras que pronunciamos, deixando que, com elas, fomentemos vibrações de amor em nossos corações. Sem isso, será tudo menos rezar, pois só desta forma, rezaremos cantando.
Sempre que cantamos o hino de qualquer destas Associações, formamos uma poderosa egrégora, estando a emitir fluidos de fraternidade, na direcção dessa mesma associação, beneficiando não só os seus componentes, mas também a união entre todos, contagiando os seus agregados e através destes, uma parcela sempre crescente de toda a humanidade.”

terça-feira, 26 de outubro de 2010

AKIANE - menina prodígio ? Génio ?

" ESCRITO NAS ESTRELAS " - Telenovela da SIC exibida de 2ª às 6ª às 18,15 horas

Assista a parte de um episódio da telenovela da SIC - " ESCRITO NAS ESTRELA " 

Esta telenovela levanta questões importantes, como a vida para além da morte, as quais até hoje não tinham tido acolhimento na Televisão portuguesa.


Ainda, e novamente, a frase "Vós sois deuses"

A propósito da frase «Vós sois deuses» da qual a Ana e o Filipe fizeram leituras diferentes numa reunião de 3ª feira, aqui se deixam expressas as duas opiniões de modo a que possa, cada um, também debruçar-se sobre o assunto. Como sempre, o tema é aberto a todos e quaisquer comentários que hajam por bem querer fazer até porque o tema é interessante e vale certamente a pena continuar a ser analisado.


- Meu querido amigo, que eu me recorde não tivemos nenhuma diferença de opinião acerca da frase "Sois Deuses". Entendo-a como a apreendi, com racionalidade e lógica pois sendo eu uma parte de Deus, EU SOU. Obviamente que tal não implica que eu tenho o poder de Deus, ou que possa tê-lo algum dia. Acho que tudo isso ficou explícito e bem esclarecido na conversa e nas observações posteriores dadas pelo Sr. Bandeira. Além disso podes comprovar o mesmo no Evangelho Segundo o Espiritismo no Capitulo XVII "Sede Perfeitos" que explica o que eu não consegui transmitir, porque o meu principal objectivo era a análise do texto que li. Mas, voltando à nossa frase, a tradução Sois Deuses está correcta, senão Jesus não diria: "Sede Perfeitos como vosso Pai Celestial é Perfeito".
No que nós discordámos foi que tu disseste que tal frase não estava escrita em lado nenhum senão nos Salmos. Eu apenas afirmei que não era bem assim e afinal, para grande alegria minha vejo que me envias textos do Novo Testamento, exactamente aquele que eu referi, João, 10 (32-34). Claro que este tipo de frase, tirada do seu contexto é exagerada e pode levar a mal entendidos e aí sim, claro que estou de acordo contigo. Mas penso que não era o caso até porque em todos estes anos que frequento a AELA sempre ouvi esta frase maravilhosa proferida pelo "nosso" querido amigo Bandeira, com a devida ressalva e explicação que tal se aplica porque somos emanação divina, e o resto tu já sabes.
Penso que estamos esclarecidos. Certo?
Se entretanto quiseres pegar neste texto e inseri-lo como resposta no Blogue podes fazê-lo, como comentário, ou como melhor entenderes.


- O que eu queria dizer, na altura, era que Jesus nunca disse a frase “Vós sois deuses” assumindo-a como sua nem como seu ensinamento. O episódio em que surge esta frase vem descrito no Evangelho de João, capítulo 10, versículos 22 a 39 e, nele, Jesus cita a antiga lei referindo-se-lhe como a vossa lei - «Não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’?» - e silencia os judeus que se apegavam à letra da lei quando diz «Se ela chamou deuses àqueles a quem se dirigiu a palavra de Deus - e a Escritura não se pode pôr em dúvida -». Partilho da leitura que defende que Jesus condicionou ao Antigo Testamento o conceito deuses (elohim) que tinha, na antiga lei, um significado diferente - «Se ela chamou deuses àqueles a quem se dirigiu a palavra de Deus» - reenquadrando-o na perspectiva da centelha divina, que todos somos, como filhos de Deus e, nessa perspectiva, "o Pai está em mim e Eu no Pai". Aliás, ainda no mesmo diálogo, Jesus não se define como Deus, demarcando-se dessa afirmação ao definir-se como Filho de Deus - «como é que dizeis: ‘Tu blasfemas’, por Eu ter dito: ‘Sou Filho de Deus’?». Se Jesus quisesse dizer que, efectivamente, nós somos deuses, seria de esperar que Ele o tivesse referido noutras ocasiões ao longo do seu apostolado. Ora nem os Evangelhos, pelo menos os canónicos, nem as Epístolas nem os Actos dos Apóstolos, referem Jesus a usar esta expressão. Que me lembre, assim dita, só aparece uma única vez, na cena descrita com os judeus e, na leitura que faço, Jesus não diz que somos deuses. Ao perguntar aos judeus “não sois vós que dizeis que” não assume que seja Ele a dizê-lo ou que alguma vez o tenha dito.
Finalmente, e como bem dizes, «este tipo de frase, tirada do seu contexto é exagerada e pode levar a mal entendidos». É também o que penso, querida amiga. Na sociedade actual perdeu-se o sentido da história e, por consequência, da relatividade dos conceitos. E ao dizer-se "nós somos deuses" utilizando um conceito de deuses que era específico do Antigo Testamento, arriscamo-nos a endeusar-nos dum modo errado com a mensagem errada.


NOTAS:
- Este tema já foi objecto, no blog, dum post anterior nesta ligação http://aeluzamor.blogspot.com/2010/02/nos-somos-deuses.html
- Quem queira consultar “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, e não o possua, pode fazê-lo nesta ligação
http://www.allan-kardec.com/Allan_Kardec/L_evangile_selon_le_spiritisme/evan_br.pdf

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

OBSESSÃO E DOENÇA
... sua prevenção e tratamento

«No texto seguinte, retirado do livro " O Reino de Deus”, de João Nunes Maia, ditado pelo Espírito Miramez, sob o título – Obsessão e Doença – o autor espiritual fala-nos que muitos dos distúrbios de ordem mental e psíquica têm origem não em problemas orgânicos, mas em processos desencadeados por obsessores»


«A obsessão no mundo é responsável pelo abarrotamento dos hospitais em toda parte. O médium vidente é considerado como fanático até pelos seus próprios companheiros, quando afirma que quase todos os enfermos têm “acompanhantes” espirituais.
«A verdade nem sempre é bem entendida nos bastidores da Terra. A Doutrina Espírita, divino percurso que a medicina pode usar sem detrimento da sua honrosa missão de curar, pode ajudar com maior proveito no restabelecimento dos doentes. O médico espiritualista cura mais, falando e dando conselhos, do que medicando. Sabe que a mente de cada ser é uma potência energética – campo ainda desconhecido dos homens – que consciente ou inconscientemente, comanda o fardo fisiológico. É dela e por ela que saem todas as ordens para o complicado funcionamento orgânico e para o metabolismo que tem a função de assegurar a vida física.
«É no campo mental do encarnado, consciente ou não, que os Espíritos actuam com mais eficiência, transmitindo as enfermidades. Essa força exterior, encontrando alguma afinidade, afecta mais ou menos a alma visitada, enlameando-a com as suas próprias deficiências. O plasma espiritual aloja-se na mente por algum tempo, depois toma várias direcções através do sistema nervoso, afectando órgãos ou lugares com mais propensão para a enfermidade, ou então reflecte sintomas com tendências à realidade, idênticos aos que sofria o Espírito desencarnado.
«O Espiritismo nunca teve nem terá a pretensão de destruir a medicina. Veio para lhe dar as mãos, porque também é uma ciência. Veio clarear a grande noite que atravessamos.
«Diz o Evangelho: [Lucas 13:11) E veio uma mulher possessa de Espírito de enfermidade, havia já dezoito anos. Essa mulher curada por Jesus tinha um acompanhante espiritual que, numa de suas encarnações, era encurvado. Apresentava, com certeza, algum defeito na espinha, e acompanhando a referida mulher, influenciou-a de maneira que se curvasse também. A afinidade ali foi completa no campo das emoções e dos costumes. Eis aí uma doença que remédio nenhum cura, a não ser quando retirado o "acompanhante" espiritual, como procedeu Jesus com a doente.
«Para que o enfermo não fique sujeito a outras visitas espirituais da mesma categoria, deve tomar remédios para a alma, que são modificadores do campo mental, expulsando da mente pensamentos negativos, para que não sejam atraídos espíritos inferiores, responsáveis pelo desequilíbrio orgânico da criatura. Não existe obsessão sem afinidade. É necessário desafinizar-se para desobsidiar-se […]
«E os doentes que se curam simplesmente com os remédios e ficam bons? Por que sararam? Alguns deles não tinham acompanhantes espirituais? A bondade de Deus não cobre toda a ignorância humana? Ora, em conexão com todos os médicos na Terra, existem médicos espirituais no anonimato silencioso, para que se cumpra a lei do amor de Deus por todas as criaturas. Dentro dos hospitais encontram-se responsáveis espirituais que velam por todos os enfermos.
«No entanto, se esses Espíritos encontrassem, na mente dos médicos como dos enfermos, a certeza dos seus trabalhos, a fé condizente com as necessidades espirituais, o trabalho seria muito mais eficiente, de muito maior proveito em favor dos que sofrem.
É lei evangélica: Ao que tem será dado mais, e ao que não tem, o pouco que tem lhe será tirado. Quem tem fé, esta se avoluma dia a dia. Quem tem coragem, ela aumenta sempre, e quem não tem, se porventura tenha um pouco, sem os cuidados dos valores espirituais, esse pouco vem a atrofiar-se.
«Esperamos que os psicanalistas e psiquiatras avancem mais um pouco e estudem a obsessão, interessando-se também pelo fenómeno da comunicação dos Espíritos e não deixem de lado a reencarnação, porque a Doutrina Espírita, através desses meios, muito poderá ajudar à medicina na sua grandiosa missão de curar [...]

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