segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CREAÇÃO - OBRA DE DEUS

Pensamos que a creação é parte integrante de Deus sendo naturalmente uma das infinitas faculdades Divinas - a de crear - Razão porque Deus está sempre creando.

Dizem-nos simbólicamente que Deus ao 7º dia... verificou que tudo estava perfeito e por isso pô-la em movimento, tendo de seguida "Descansado".

Sendo Deus absoluto, presumimos que a creação é parte integrante de Deus e por isso o creador encontra-se imanente nela, pelo que a creação tem em si intrínsecamente todos os elementos quer materiais, quer espirituais, bem como todas as leis Divinas que regem a evolução em termos físicos, mentais e emocionais

Ao simbolismo do "Descansar" entendemos que Deus passou ao seu estado de Transcendência, deixando à creação, por tê-la dotado de todas as faculdades para o efeito de resolver-se em si mesma.

Parece-nos inconcebível que a Divindade esteja a interferir momento a momento alterando seja o que for, pois nesse caso algo do creado estaria imperfeito e Deus sendo a Suprema Inteligência, é para além de outros atributos Supremos, a Suprema Perfeição.

Quando algo se transforma e isso acontece a todo o momento no Universo, foi porque as Leis da Creação se movimentaram, através da Lei de Causa e Efeito impulsionada pelas leis da Afinidade, Acção, Reacção, Interacção, etc.

Falando apenas do Homem, visto os seres dos planos inferiores evoluírem em termos determinísticos, ele é dotado de Livre Arbítrio e de Inteligência Dedutiva pelo que a evolução individual do homem está sujeita à evolução de toda a Creação, porque não é só o Homem que evolui.

Tudo vem do Centro para a periferia em estado primário e tudo regressa ao Centro em estado sublimado.

Evolui o Homem, os povos a que pertence, o planeta onde habita, o sistema solar a que pertence, a galáxia de que o planeta faz parte, Etc., antes e depois. Tudo em interpenetração e interacção. Tudo está em tudo e tudo influência tudo.

Não pensamos que haja aqui qualquer coisa que sugira tendência de panteísmo, tudo isto são os Homens na sua ânsia de conhecimento a pôr a sua lógica pessoal e racionalidade em actividade para perceber como tudo funciona servindo-se do produto da sua experiência vivida em muitas reencarnações.

Todo o homem que procura a sua identidade Divina é merecedor do nosso respeito, seja qual for a sua construção espiritual, porque até sabemos que é um trabalho pessoal que só pode ser construído pelo próprio no interior de cada Ser.

O Homem não é Deus, poderá vir a obrar coisas de grande admiração como se de Deuses se tratassem, conforme nos elucida Jesus.

E aqui teremos que mencionar do Livro dos Espíritos: Espíritos - Origem e Natureza dos Espíritos - Perg. 77, em que é perguntado se o homem é Deus e cuja resposta é a seguinte: "Meu Deus"! São obra de Deus, exactamente qual a máquina o é do Homem que a fabrica. A Máquina é obra do Homem, não é o próprio Homem........ etc. etc.

Abrame

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CARACTER UNIVERSAL


Pensamos que há três situações distintas dos que se reclamam de Universalistas.

A primeira pertence aos materialistas que tomando conhecimento que o nosso veículo físico é também formado pelos elementos que constituem o universo material os leva a considerarem-se universais.

A segunda é a que englobando a parte espiritual a que pertencem as religiões, algumas até usam a palavra universal nas suas próprias denominações, chamando-se a si mesmas - religião universalista - por se acharem possuidores da verdade universal.

Este universalismo é estruturado pelos seus próprios postulados, formados pelas suas interpretações dos livros chamados sacros.

A terceira pertence àqueles que acreditando em Deus, a verdade absoluta, que está em toda a parte e que tudo creou em unidade, adquirem o seu estatuto de Universalistas, porque não se querem separar do todo a que pertencem, ou seja, são de todas as áreas do conhecimento quer material, quer espiritual e não são de nenhuma em particular.

No Universo toda a tendência evolucionista é para a unidade e não para o divisionismo.

Conhecemos espíritas com esta forma de pensar que não deixam de seguir a Doutrina Espírita e bem.

Não podemos negar que na Doutrina Espírita, como em qualquer organização religiosa e não só, existem várias categorias de adeptos: Os ortodoxos, os fundamentalistas, os fanáticos, os bem intencionados, os lúcidos, os instruídos, os ignorantes, os esclarecidos etc. etc.

Será que nós já não pertencemos a qualquer dessas categorias, ou ainda pertencemos a algumas delas?

Pelo estudo que temos feito da Doutrina Espírita temos encontrado nela toda uma tendência Universalista porque o seu Codificador que sendo de base cientifica teve a rara visão inteligente, de unir a ciência à filosofia e estas à religiosidade. A Doutrina Espírita não obriga a nada. A creatura é livre para agir como deseja, mas com a consciência de que todos somos responsáveis pelos próprios actos.

Para além disto, ALLAN KARDEC como cientista que era, sabia que tudo no Universo está em constante transformação e verificamos que na codificação esse assunto era de facto sua preocupação, o que demonstra que este homem era de grande honestidade e competência, dando provas de um carácter universalista, tornando assim a Doutrina Espírita evolucionista e infinita.

Se a Doutrina Espírita é uma Doutrina em evolução, de que racionalmente não se duvida, pois foi o próprio Codificador que obviamente o declarou, logo também é óbvio que os seres humanos que também se encontram em evolução evoluem com ela e ela com eles.

Pelo que sabemos não há qualquer obstáculo a compreender que a Doutrina Espírita conduz à evolução dos Seres humanos, através do seu estudo e prática, isso é um facto comprovado por nós próprios.

E sendo assim jamais poderá ser compreendida como imutável.

Abrame


sábado, 22 de agosto de 2009

ESPIRITISMO: OBJECTIVO PRINCIPAL E DOUTRINAÇÃO

Em tempo de férias, proponho um tema de reflexão que pode, eventualmente, ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre esta matéria. E se, ao invés, o texto suscitar novas perguntas, é sinal que cumpriu também a sua função como elemento do interesse em querer saber mais.

Filipe

Espiritismo: objectivo principal e doutrinação

«O objectivo principal do Espiritismo não é assistência material que se presta caridosamente aos necessitados; não é a cura de moléstias sempre úteis à purificação de corpo e espírito; nem tampouco a fenomenologia ostentada pelas sessões de efeitos físicos, nem a maioria dos actos e práticas realizados diariamente nas associações espíritas mas, sobretudo, a espiritualização, repetimos, a evangelização. Por isso é que Allan Kardec asseverou, de forma incisiva e inspirada "que se conhece o verdadeiro espírita pela transformação moral pela qual ele passa"; o homem velho, do passado, cheio de vícios, defeitos, paixões e impulsos animalizados, transmutando-se no homem novo, moralmente renovado, voltado agora para a vida virtuosa, preocupado com a conduta e as realizações próprias desse campo. Assim, pois, resumindo e repetindo, diremos que a finalidade principal do Espiritismo é a evangelização e o esclarecimento das almas, e que todas as demais modalidades ou aspectos do problema são secundários ou decorrentes. O processo mais viável e seguro de se atingir esse alto objectivo é, ainda e sempre, aquele que o Evangelho aponta: a renovação dos sentimentos para se obter, como consequência, a purificação de pensamentos e actos; em seguida, a conquista de virtudes morais que faltam a todos os seres humanos nos graus inferiores da evolução; e, por último, a busca do Reino de Deus, pelo uso e pela prática dessas virtudes no campo da vida social. Como não pode haver pureza espiritual em corpo poluído, é necessário, antes de mais nada, combater os vícios mais comuns, como sejam, o fumo, o alcoolismo, o jogo, a gula (aliás, para os passes individuais convém observar que só deve dar passes o médium que não for viciado em álcool e/ou fumo porque, nesses casos, transferirá para os doentes os venenos armazenados no seu próprio organismo); depois, as paixões mais generalizadas como a sensualidade, a avareza, a brutalidade, etc., como ainda os defeitos morais: orgulho, egoísmo, hipocrisia, maledicência, etc., travando contra eles luta tenaz e porfiada.
Relativamente ao trabalho prático numa sessão espírita: muitos espíritos desencarnados demoram longo tempo na inconsciência ou na readaptação. Para facilitar o seu despertar ou o seu esclarecimento, esses Espíritos são trazidos às sessões de doutrinação, e aí ligados, momentaneamente, a médiuns de incorporação para ajudar ao despertar e ao retomar o caminho do aperfeiçoamento espiritual. Doutrinar Espíritos não é tarefa fácil e exige conhecimentos doutrinários bastante desenvolvidos; por outro lado, é necessário possuir o doutrinador senso psicológico para poder captar com rapidez a verdadeira feição moral do caso que defronta e, em consequência, encaminhar a doutrinação no devido rumo; como também é necessário possuir paciência e bondade, humildade e tolerância, porque somente com auxílio destas virtudes, pode ele enfrentar os casos difíceis da doutrinação de Espíritos maldosos, zombeteiros e intelectuais empedernidos. A consulta a livros doutrinários não basta, porque eles não podem entrar em certos pormenores que pertencem ao trabalho prático, à experiência pessoal amadurecida com o tempo e com embate das diferentes modalidades que o problema apresenta. A doutrinação tem inúmeros aspectos e visa não somente Espíritos denominados sofredores, mas também Espíritos ignorantes que permanecem em esferas de embrutecimento; Espíritos maldosos que se devotam ao mal conscientemente; Espíritos intelectualmente desenvolvidos, mas que ainda não penetraram no caminho da redenção espiritual. Por outro lado, é preciso considerar que a doutrinação não pode ser imposta a poder de argumentos; é, preferentemente, uma colaboração de carácter evangélico em bem do próximo; os pontos de vista e os desejos dos Espíritos, salvo nos casos de inconsciência, devem ser respeitados porque o livre-arbítrio é sagrado. Assim, o Espírito que, sendo consciente e livre, recusa ou despreza a doutrinação, não deve ser forçado a ouvi-la ou ameaçado de represálias. Ao contrário, deve ser convidado a voltar noutra ocasião e, em seguida, despedido cordialmente não se perdendo mais tempo com ele ou estabelecendo discussões intermináveis e irritantes, que sempre acabam por diminuir a autoridade moral do doutrinador.
Este deve jogar a sua semente e esperar que ela germine no coração do visitante empedernido.»


Texto retirado de “Prática Mediúnica” de Edgard Armond (analisado na reunião da AELA do dia 3/02/2009)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Opiniões

Muitas vezes, a opinião que emitimos sobre uma determinada questão, é diferente da opinião emitida por outra pessoa. Isto leva-nos ao pressuposto de que uma das opiniões está incorrecta ( normalmente a do outro ). Não somos capazes de admitir que opiniões diferentes, normalmente, resultam de vivências diferentes. Em vez de seguirmos o caminho da negação, pela admissão do possível erro, deveríamos seguir o caminho da análise, que permitisse a complementaridade, de forma a fazermos crescer nossos conhecimentos. Dois verão sempre mais do que um.

Será sempre na interacção que nos complementaremos. Sabendo que o crescimento é individual, teremos que perceber que, parte dele, é feito de fora para dentro, com base nas experiências que os outros nos transmitem e pela análise da criação.

Somos todos frutos da mesma árvore.


Atlante

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

NA CASA DO PAI HÁ MUITAS MORADAS

(Jo: 14, 1-3) Não se turbe o vosso coração; Credes em Deus, Crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

A nossa casa situa-se no Universo, quer no invisível, quer no visível aos nossos órgãos sensoriais nos mundos da forma e isso depende do grau evolutivo em que nos encontrarmos.

Jesus disse que a casa do Pai tem muitas moradas, o que isso corresponde em nosso entendimento de que a casa que habitarmos terá a frequência vibratória de acordo com a da nossa alma na altura, por isso é que há muitas moradas.


Alan Kardec também nos fala das "Esferas", ver no - Céu e o Inferno - Cap.VIII - Os Anjos em 2 e na 1ª Parte -Cap.IX em 10.
Na génese Cap. I em 61.
No Livro dos Médiuns - Cap. XXV 282 - 3ª; Cap.XXVI 294 - 29ª
No Livro dos Espíritos Parte 2ª Cap. VII 342 - Cap.VI 300;302 e 303 - Parte 3ª Cap. II 662 e para quem lê os livros da codificação e não só, se encontra subentendido em outras exposições.

Não serão as esferas os diversos planos de frequência vibratória?

Na creação existem 6 Leis entre muitas outras, que são fundamentais para se compreender porque existe a dor, o sofrimento, a alegria, a repulsa, a atracção, o ódio, o amor, a fraternidade, etc, que criam sentimentos de retracção profunda e de expansão de infelicidade e de felicidade, cujas vivências transformam o homem em termos de crescimento espiritual através da expansão gradual da sua consciência e que são determinantes da Lei da Evolução, correspondendo a vibrações de maior ou menor frequência vibratória.

A Lei de Causa e Efeito
A Lei da Reencarnação
A Lei da Afinidade/Atracção
A Lei da Acção e Reacção (Que produz a)
A Lei da Interacção

Conhecer estas Leis no seu desenvolvimento mais profundo e visioná-las na sua operacionalidade de consequência e de conjunto é de extrema importância.

Quem o conseguir fazer numa visão de síntese cósmica, deixando perpassar todo o processo evolutivo do Ser desde o princípio, abrir-se-lhe-à perspectivas excepcionais de compreensão de infindáveis situações que são propostas ao homem na sua caminhada ascensional.

Pensamos que tudo está em tudo e tudo influencia tudo. Tudo provem do centro para a periferia em estado primário e tudo regressa ao centro em estado sublimado.

A casa que nos estará destinada em outra dimensão em qualquer altura da evolução, será no plano que rigorosamente tem a frequência vibratória que a nossa alma adquiriu evolutivamente no momento em que deixarmos a dimensão terrena.

Abrame

sábado, 1 de agosto de 2009

RELIGAR

ERA UMA VEZ UM HOMEM QUE, EM PEQUENINO, FOI LEVADO PARA MUITO LONGE, A FIM DE INICIAR A SUA EDUCAÇÃO.

NÃO OBSTANTE A SUA TENRA IDADE, LEVOU NO SEU CORAÇÃO A IMAGEM E A BELEZA DO AMBIENTE PARADISÍACO DA QUINTA ONDE NASCERA, JUNTO À AZENHA MOVIDA PELAS ÁGUAS DO RIO, ONDE TANTAS VEZES NADARA E BRINCARA.

JAMAIS SE PODE SEPARAR DA NOSTALGIA DAQUELE AMBIENTE, DE UMA NATUREZA CHEIA DE ENCANTO, HARMONIA E PAZ, EM QUE A FLORA REGADA POR ÁGUA CLARA, DE UMA PUREZA SAGRADA, ERA O HABITAT DE PASSARINHOS DE MIL CORES, E DE LINDOS E BELOS ANIMAIS, QUE DELICIOSAMENTE PASTAVAM EM VERDES PRADOS.

PERCORREU MUNDO, E FOI INICIADO EM DIVERSOS OFÍCIOS. APRENDEU NO MUNDO, NO TRABALHO ÁRDUO E NAS VICISSITUDES DE QUE ELE É COMPOSTO, O SEGREDO DA VIDA, TENDO SEMPRE NA SUA MENTE, A IDEIA DE VOLTAR ÀQUELE LOCAL ONDE NASCEU.

E ASSIM ACONTECEU. QUANDO LÁ CHEGOU, JÁ NÃO ENCONTROU NINGUÉM QUE O CONHECESSE. OS PAIS E OS FAMILIARES JÁ TINHAM PARTIDO, PORQUE TINHA HAVIDO UMA GRANDE CATÁSTROFE CLIMATÉRICA. O RIO E A TERRA TINHAM SECADO; TUDO ERA ÁRIDO E DESOLADOR. A ÚNICA COISA QUE LHE DISSERAM, FOI QUE OS PAIS LHE HAVIAM DEIXADO A QUINTA POR HERANÇA.

CANSADO DA VIDA E DO MUNDO, NÃO DESANIMOU; TINHA UM ÚLTIMO TRABALHO A EFECTUAR. A SUA ALMA ASSIM LHE PEDIA, QUERIA QUE A SUA QUINTA VOLTASSE A SER O PARAÍSO QUE, EM TANTOS ANOS, ACALENTARA. QUERIA VOLTAR A SER PEQUENINO, PARA PODER VIVER DE NOVO A INOCENTE FELICIDADE DA LIBERDADE INFANTIL.

AQUELA TERRA NÃO DEIXAVA ENTRAR ENXADA, ERA VERDADEIRAMENTE AMARGA; NECESSITAVA DE ÁGUA REVIGORANTE, PORQUE TINHAM SIDO MUITOS ANOS DE INFORTÚNIO, DE UMA SECURA IMENSA NAQUELA SOLIDÃO, ONDE PADECIA DE MUITA SEDE.

PERCORREU MONTES E VALES, ATÉ QUE, AO VOLTAR, CRENDO AINDA, ENCONTROU, SURPREENDIDO, BEM PERTINHO, UM RIACHO QUE SEMPRE ALI ESTIVERA, SEM QUE TIVESSE DADO POR ISSO, E POR ONDE BORBULHANTE DESLIZAVA ÁGUA DE UMA PUREZA IMACULADA. PRECIPITOU-SE NO RIO, LOUCO DE ALEGRIA, SACIANDO A SUA SEDE E, DE IMEDIATO, TRATOU COM ESMERO, DE COLOCAR CANAIS PARA QUE A ÁGUA IRRIGASSE A SUA HERDADE.

TRABALHOU SEM DESCANSO, CAVANDO A TERRA MALEÁVEL, PLANTOU ÁRVORES, JARDINS CHEIOS DE FLORES, RELVOU OS CAMPOS, REUNIU ANIMAIS E TRATOU DELES, TORNANDO-OS MANSOS E COOPERATIVOS; OS PASSARINHOS VOLTARAM A ENCHER OS CÉUS COM OS SEUS CHILREIOS E A SUA GRAÇA.

REFEZ O LAR DA SUA FELICIDADE. TODO O DEAMBULAR PELO MUNDO, POR TUDO QUE NELE PASSOU, PELO ESFORÇO DE RECONSTRUÇÃO DA SUA QUINTA, FORAM APRENDIZAGEM E ELEVAÇÃO, QUE LHE DERAM A SATISFAÇÃO DO CUMPRIMENTO DE SER VIDA CONSCIENTE.

DEPOIS DE TANTO TEMPO, ERA O REGRESSO E A RECONSTRUÇÃO DA CASA DE ONDE SAÍRA.

ABRAME

quinta-feira, 30 de julho de 2009

REUNIÕES MEDIÚNICAS

A participação numa reunião mediúnica é um momento alto na vida espiritual de qualquer espírita, porquanto é uma oportunidade maravilhosa para exercitarmos a caridade, ajudando os nossos irmãos desencarnados que estão em estado de desequilíbrio e ignorando a sua situação.

Nessas reuniões, tanto para a educação do médium, como para o desenvolvimento da sua mediunidade, impõe-se que o participante esteja convicto da importância desse momento, onde a elevação de pensamentos seja uma constante.

Muitas vezes, por invigilância do próprio médium, a inobservância de um comportamento adequado à importância da reunião, traduz-se em quebras do ambiente vibratório colectivo, tão prejudiciais para o bom andamento dos trabalhos.

E se é verdade que esse comportamento deve ser observado durante os trabalhos, também não é menos verdade que tal comportamento deve fazer parte da preocupação do participante desde o seu início e até ao fim dos mesmos.

Sucede que nem sempre é assim. Muitas das vezes, assistimos a participantes nos trabalhos, completamente desresponsabilizados do seu papel, assumindo comportamentos totalmente inadequados, que só prejudicam o ambiente mediúnico e o desenvovimneto da sua própria mediunidade.

A este propósito deixamos aqui transcrita uma passagem do livro Técnicas da Mediunidade, de Carlos Torres Pastorino, na pág. 32 – Ambiente da Sessão :

“Então, para o bom funcionamento de uma reunião mediúnica, é indispensável um ambiente bem iontizado positivamente, por pensamentos elevados. A atmosfera assim carregada facilita as comunicações, já que ativa o “campo elétrico-magnético”.

O melhor meio de iontizar o ambiente é manter os acumuladores ligados ao gerador (manter mentes e corações unidos ao Pai) de modo a emitir cationtes, que saturem a atmosfera.
Essa emissão é realizada pelos pensamentos de amor desinteressado e de prece desinteressada, jamais por preces particulares só para si ou para os “seus”, nem com amor só por aquelesque estão em contacto conosco.

Em contrapartida, os ambientes carregados negativamente, com pensamentos de egoísmo, de discussões, de futilidades, de raivas e personalismos, só permitem reuniões fracas, improdutivas e até perturbadas, delas saindo os participantes em estado pior do que entraram: mais enfraquecidos, com órgãos psíquicos e físicos afetados. Se não houver ambiente bem iontizado, é melhor não realizar reuniões. Por isso não deve fazer-se uma sessão de intercâmbio em qualquer lugar, nem sob pretexto de “CARIDADE”. Sim, é caridade dar um copo de leite a um faminto; mas será caridade dá-lo quando estiver estragado ou envenenado?

Como nota final, não será dispiciendo referir, para os menos atentos, que o “BAIXO ASTRAL”, - sempre presente nos trabalhos mediúnicos - contando com a nosso comportamento invigilante, procurará uma oportunidade para criar a instabilidade necessária para impedir a nossa missão.

João Batista


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